Comissão da Infância, Juventude e Educação
Comissão de Acompanhamento Legislativo e Jurisprudência
Comissão da Saúde
Comissão de Controle Administrativo e Financeiro
Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais
Ouvidoria
Nacional
Comissão de Defesa da Probidade Administrativa
Comissão de Meio Ambiente
Comissão de Planejamento Estratégico
Comissão de Preservação da Autonomia do Ministério Público
Comissão do Sistema Prisional Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública
Unidade Nacional
de Capacitação
CSP – Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública
PRESI – Presidência
PRESI – Presidência
PRESI – Presidência
As convidadas são as promotoras de Justiça Lavínia Fragoso, de Alagoas, e Belize Câmara, de Pernambuco.
A Ouvidoria Nacional do Ministério Público realizou nessa quinta-feira, 11 de setembro, a primeira reunião da Rede de Ouvidorias do Ministério Público. O encontro aconteceu durante as atividades o Circuito CNMP 2025.
Na abertura do evento, realizado na modalidade híbrida e transmitido pelo canal do CNMP na plataforma YouTube, a ouvidora nacional do Ministério Público, conselheira Ivana Cei, afirmou: “É uma grande satisfação contar com o apoio das ouvidoras e ouvidores do Ministério Público na realização do nosso trabalho, de modo a reforçar a atuação da Ouvidoria Nacional em todo o País, permitindo o alcance de melhores resultados e o fortalecimento de parcerias com as ouvidorias dos ramos e unidades ministeriais. Nosso objetivo é prestar à população um atendimento cada vez mais célere e resolutivo.
A conselheira do CNMP Cíntia Brunetta prestigiou a reunião e afirmou que enxerga o trabalho desenvolvido nas ouvidorias como “sustentáculo do seu próprio trabalho” e parabenizou o trabalho: “Eu gostaria, de verdade, de parabenizá-los por um trabalho que eu sei que muitos não querem fazer, e os senhores e as senhoras aceitam fazer com abnegação. É um trabalho que não aparece, difícil de se ver um produto final. Por isso, é sempre uma grande honra estar na presença dos senhores e das senhoras”.
O presidente do Conselho de Ouvidores do Ministério Público (CNOMP), Humberto Alexandre Ramos, destacou a importância das parcerias para o fortalecimento da atuação das ouvidorias: “A parceria do CNMP e do Conselho de Ouvidores dos MPs Estaduais e da União aprimora os serviços oferecidos para a sociedade, consolidando um trabalho transparente e acessível ao cidadão”.
Durante a reunião, foi lançada a cartilha “Como Fazer sua Manifestação na Ouvidoria Nacional”, publicação que orienta o cidadão sobre os tipos de manifestação que podem ser encaminhados ao órgão e os dados essenciais para o registro correto das solicitações. A cartilha reforça o compromisso da Ouvidoria Nacional com a escuta qualificada e o acolhimento responsável.
O material apresenta, de forma clara e acessível, os tipos de manifestação que podem ser encaminhados à Ouvidoria Nacional — como reclamações, sugestões, elogios, críticas, representações e pedidos de informação — e orienta o cidadão sobre como elaborar corretamente seu relato, incluindo dados essenciais como quem foi envolvido, quando e onde ocorreu o fato, o que aconteceu e se há provas disponíveis.
Outro destaque foi o anúncio do aprimoramento do BI Público da Ouvidoria Nacional, que passará a integrar de forma automatizada os dados estatísticos das Ouvidorias-Gerais do Ministério Público em todo o país. A iniciativa vai assegurar informações mais precisas e atualizadas, reforçando a transparência institucional e ampliando o acesso da sociedade a indicadores confiáveis sobre a atuação das Ouvidorias.
Também foi divulgada a 2ª edição da campanha “Ouvidoria Interna”, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica, a Comissão de Ética e a Coordenação de Saúde do CNMP. A iniciativa tem como propósito fortalecer uma cultura de diálogo e cooperação, estimulando um ambiente de trabalho saudável e acolhedor. Amparada por equipe capacitada e por um ambiente institucional preparado para receber manifestações, a Ouvidoria Nacional reafirma-se como espaço de escuta qualificada e de valorização de relações profissionais construtivas, colaborativas e sustentáveis no âmbito institucional.
Diálogos com a Ouvidoria Nacional
No âmbito da prevenção e do combate à violência policial, foram apresentados o “Projeto Integração” e o “Manual de Combate à Violência Policial”, iniciativas voltadas à padronização de procedimentos e ao fortalecimento da atuação das ouvidorias diante das denúncias de abusos cometidos por agentes de segurança pública.
O membro auxiliar da Comissão de Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública do Conselho Nacional do Ministério Público (CSP/CNMP), Marco Antonio Amorim, falou sobre dados referentes ao trabalho preventivo e de combate da violência policial. “O Brasil já foi penalizado internacionalmente três vezes pelos casos ‘Favela Nova Brasília’, ‘Honorato’ e ‘Tavares Pereira’. E ainda há 18 processos em andamento. Nenhum órgão sozinho consegue enfrentar violência, criminalidade e violação de direitos humanos”, destacou Marco Antonio Amorim.
A integração da Ouvidoria Nacional com a CSP faz parte da busca pelo fortalecimento do mais recente canal de denúncia do órgão: a Ouvidoria de Combate à Violência Policial, espaço especializado no recebimento de demandas relacionadas a abusos por parte da polícia.
De acordo com Ivana Cei, desde o início das atividades do canal especializado, em abril de 2024, foram recebidas 187 manifestações, o que reforça “a relevância que está se construindo em torno desse canal especializado e a importância da escuta ativa como instrumento de diagnóstico que possa aprimorar a atuação do Ministério Público”.
Boas práticas na defesa dos direitos fundamentais
Ainda como parte da programação do evento, dois projetos desenvolvidos em Santa Catarina e Minas Gerais foram apresentados.
O ouvidor-geral do MPSC, Luiz Ricardo Pereira Cavalcanti, falou sobre o projeto “Mulheres em campo, Protocolo não é não”, uma mobilização para envolver em estabelecimentos como casas noturnas, boates, bares e estádios de futebol no estado na prevenção à violência contra as mulheres.
Já o ouvidor-geral do MPMG, Rolando Carabolante, apresentou o “Protocolo de atendimento a vítimas de violência doméstica”, um guia pioneiro para as ouvidorias dos Ministérios Públicos no Brasil, que entrou em vigor em agosto deste ano. O documento estabelece diretrizes para o atendimento humanizado, empático e especializado a meninas e mulheres, buscando evitar a revitimização.
Participações
Além dos representantes das ouvidorias dos Ministérios Públicos Federal e Militar e de 14 MPs estaduais, estiveram presentes no evento a conselheira do CNMP Cíntia Brunetta e representantes das ouvidorias dos seguintes órgãos Poder Executivo: Ministério da Justiça; Ministério da Saúde; Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; Ministério da Igualdade Racial; Ministério das Mulheres; e Controladoria-Geral da União. Participou do encontro, ainda, o representante da Ouvidoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
Circuito CNMP 2025
O Circuito CNMP 2025 ocorreu de 8 a 11 de setembro, na sede do Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília. A iniciativa reúniu uma programação ampla e diversificada com seminários, fóruns, oficinas e encontros temáticos voltados à valorização de boas práticas, ao fortalecimento institucional e à promoção da integração entre membros, servidores e parceiros do Ministério Público. Parte da programação foi transmitida ao vivo pelo canal oficial do CNMP no YouTube.
Assista ao evento.
Veja o álbum de fotos do evento.
Notícias relacionadas
Encontro das Ouvidorias Nacionais
Circuito CNMP 2025: a largada está dada! Inscrições abertas
Sessão foi realizada entre os dias 8 e 12 de setembro. No período, foram julgados 34 processos.