O membro auxiliar da Comissão da Infância, Juventude e Educação do Conselho Nacional do Ministério Público, Moacir Silva do Nascimento Júnior, representou o CNMP na cerimônia de lançamento do “Guia de Orientação do Processo de Escolha de Conselheiros Tutelares 2023”, na quarta-feira, 5 de abril. A publicação, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio de sua Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, tem por objetivo subsidiar os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescentes e as administrações municipais no planejamento e na execução das ações para realização do processo de escolha, em data unificada, dos membros do Conselho Tutelar.
CNMP participa do lançamento do Guia de Orientação do Processo de Escolha de Conselheiros Tutelares 2023
Publicação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania vai subsidiar no processo de escolha, em data unificada, dos membros do Conselho Tutelar
O evento foi aberto pelo ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Sílvio Almeida. Além do ministro, participaram do lançamento a Secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal Marcela Passamani, representando o governador Libanez Rocha; de Marta Volpi, assessora de Advocacy e Políticas Públicas da Fundação Abrinq e conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) pela sociedade civil; da representante do Comitê de Participação de Adolescente, Jennifer Daiane da Silva Santos; e da conselheira tutelar do Distrito Federal por Taguatinga, representando todos os conselheiros e todas as conselheiras tutelares do Distrito Federal e do Brasil, Raísa Ferreira da Silva Lopes.
Representando o presidente da Comissão da Infância, Juventude e Educação, conselheiro Rogério Varela, o membro auxiliar do CNMP destacou que é preciso ter conselhos tutelares mais engajados à causa da infância. “Nós não podemos permitir que interesses outros influenciem na atuação de um órgão tão importante como esse. Nós não podemos ter conselheiros tutelares invadindo templos religiosos a partir de uma visão enviesada do que é a proteção da infância”, disse.
Moacir também destacou a produção do Guia de Atuação do Ministério Público na Fiscalização do Processo de Escolha do Conselho Tutelar (2023), produzido pelo CNMP em parceria com o Ministério Público. O documento está em sintonia com a linha que vem sendo dada ao Conselho Nacional de mais do que ser um órgão de controle, estar cada vez mais voltado para a articulação dos MPs e de indução de boas práticas para estudos e reflexões sobre temáticas complexas, a exemplo da atuação do Conselho Tutelar no Brasil.
Em sua fala de abertura, o ministro Sílvio Almeida manifestou indignação pelo assassinato de quatro crianças em uma escola de Blumenau (SC), na manhã daquele dia. “Estamos falhando miseravelmente com as crianças e adolescentes, com as pessoas que mais precisam de nós. Temos que admitir isso para podermos dar um passo à frente”, disse o ministro.
Já o secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente e presidente do Conanda, Ariel de Castro Alves, disse que o Conselho Tutelar é o órgão mais importante do sistema de garantia de direitos. “Ele é o articulador, é o mobilizador do sistema. Sem ele, jamais nossas crianças vão ser de fato protegidas, vão ser de fato defendidas e vão ter de fato seus direitos promovidos”.
Alves afirmou também que o CNMP é um grande parceiro do trabalho da secretaria. “Muito importante vocês estarem aqui e certamente levarão esse guia para nortear os processos eleitorais junto às Promotorias da Infância e Juventude. Vocês que nos ajudaram na Resolução Conanda 231, de 2022. Então muito importante essa presença e participação do CNMP”, afirmou.
Conselhos Tutelares – Em 1º de outubro será realizado em todos os municípios o processo de escolha dos membros do conselho tutelar. O Conselho Tutelar é um órgão colegiado criado por meio de lei municipal e é formado por cinco conselheiras e conselheiros tutelares.
De acordo com o artigo 136 do Estatuto da Criança e do Adolescente, cabe ao Conselho Tutelar zelar pelo cumprimento dos direitos garantidos às crianças e adolescentes dentre outras atribuições previstas em lei federal e lei municipal que criam o referido órgão.
Em todo o Brasil há mais de 6.100 conselhos tutelares, com mais de 30.500 conselheiros e conselheiras tutelares atuantes no fortalecimento do sustento do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente.

